7. Época Moderna e Contemporânea

117. EDIFÍCIO SEDE DO BANCO DE PORTUGAL EM LISBOA. UM PRIMEIRO BALANÇO DOS TRABALHOS ARQUEOLÓGICOS
Artur Jorge Ferreira Rocha
Jessica Levy Reprezas
João Nuno Miguez
Joana Rosa Correia Inocêncio

A recente reformulação do quarteirão pombalino ocupado pela Sede do Banco de Portugal em Lisboa, obra com implicações tanto no conjunto edificado como no subsolo, foi acompanhada por uma intervenção arqueológica de grande escala. A importante massa de dados nela recuperada permite caracterizar de forma mais concreta a evolução da Baixa lisboeta entre a época Romana Imperial e a actualidade. Nesta comunicação apresenta‑se uma primeira e sintética leitura dos resultados, destacando‑se: os níveis de praia/aluvião Romanos, Islâmicos e Medievais Cristãos; a muralha de D. Dinis, monumento nacional inédito até à data; os vestígios do Paço Real da Ribeira; a estacaria e restante construção pombalina; a necrópole da Igreja de São Julião, da primeira metade do século XIX.

118. PRISÃO DO ALJUBE NO SÉC. XVI – VIDROS, MAJÓLICA ITALIANA E CERÂMICA ESMALTADA ESPANHOLA
Clementino Amaro
Vanessa Filipe
José Pedro Henriques
Cláudia Rodrigues Manso

No decorrer da intervenção arqueológica realizada na antiga prisão do Aljube, nos anos de 2004 e 2005, foram exumados distintos contextos adscritos a uma larga diacronia cronológica. Daqueles, destaca‑se um depósito realizado num único momento, datado do séc. XVI. Neste artigo, privilegiámos de forma introdutória três desses conjuntos: vidros, majólica italiana e cerâmica esmaltada espanhola.

119. REDESCOBRINDO A HISTÓRIA DE CARNIDE: A INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NO LARGO DO CORETO E ENVOLVENTE
Ana Caessa / Centro de Arqueologia de Lisboa / Câmara Municipal de Lisboa
Nuno Mota / Centro de Arqueologia de Lisboa / Câmara Municipal de Lisboa

No âmbito do Projeto de Requalificação do Largo do Coreto de Carnide e Ruas Adjacentes realizaram‑se trabalhos arqueológicos entre Março de 2012 e Abril de 2013. Esta intervenção permite considerar Carnide como um grande celeiro do termo de Lisboa, entre os séculos XIV e XVII. Detetaram‑se 166 silos escavados no substrato geológico. Encontrados em fase de abandono, servindo de lixeira, forneceram espólio relevante (cerâmicas comuns, faianças, porcelanas, vidros, moedas, objetos metálicos e restos de alimentação) refletindo a vida da população de Carnide na Época Moderna. A mancha de distribuição dos silos, a identificação de um poço de origem medieval, dos vestígios da Ermida do Espírito Santo e necrópole, conduzem a reflexões sobre a evolução urbanística do casco antigo de Carnide.

120. A EVOLUÇÃO DE UM CONTEXTO HABITACIONAL DE IDADE MODERNA, NO BECO DAS BARRELAS, ALFAMA
Filipe Santos Oliveira / Instituto de Arqueologia e Paleociências (IAP)
Vasco Alexandre Correia Noronha Vieira / Instituto de Arqueologia e Paleociências (IAP)

Os autores apresentam o contexto habitacional de um arqueossítio, em Idade Moderna, da cidade de Lisboa. O sítio do Beco das Barrelas em Alfama, localizado numa área de longa ocupação humana, sofreu durante a Modernidade um conjunto de processos construtivos que resultaram no desenvolvimento de um espaço habitacional, cujo traçado, em alguma medida, sobreviveu até aos nossos dias. O local destaca‑se pela preservação no registo estratigráfico de múltiplos vestígios estruturais dos diferentes momentos de ocupação e fases de remodelação do espaço e os respectivos conjuntos materiais. Procura‑se assim caracterizar a evolução do espaço ao longo da sua história ocupacional, e com recurso a dados contextuais estratigráficos, definir cronologias para estas transformações.

121. A MEMÓRIA DE UM ESPAÇO URBANO – TRABALHOS DE ACOMPANHAMENTO ARQUEOLÓGICO NA REABILITAÇÃO DO N.º 2 DA RUA DA SAUDADE (FREGUESIA DE SANTIAGO, LISBOA)
Sara Prata / Instituto de Estudos Medievais, Universidade Nova de Lisboa
Diana Dias
Fabián Cuesta‑Gómez / Fundación del Patrimonio Histórico de Castilla y León

O presente artigo trata questões de arqueologia de salvaguarda em meio urbano. Tomamos como ponto de partida os trabalhos de acompanhamento arqueológico realizados durante a recuperação de um edifício no coração histórico de Lisboa: o n.º2 da Rua da Saudade. O objectivo deste artigo é dar a conhecer os vestígios arqueológicos identificados e também apresentar algumas medidas que podem ser aplicadas em projectos de reabilitação urbana. Pretendemos garantir que o conhecimento obtido através dos achados arqueológicos identificados em obras no centro das cidades é de alguma forma conservado na nova paisagem urbana.

122. PÁTIO LINHEIRO, LARGO DOS TRIGUEIROS: UM EXEMPLO DA LISBOA SEISCENTISTA
André Bargão
Sara Ferreira

A realização de três sondagens geotécnicas no Pátio Linheiro (Largo dos Trigueiros, Mouraria), em 2010, permitiu a concretização de trabalhos arqueológicos, que possibilitaram a aferição da evolução urbanística desta zona na Idade Moderna. Colocando‑se a descoberto um nível de aterro foi possível recolher um considerável e variado espólio, formado por cerâmica comum, cerâmica modelada, faiança portuguesa, porcelana chinesa e fragmentos de outras produções mais singulares, como um cachimbo de origem holandesa ou um Martaban. Este considerável espólio, em conjunto, aponta para segunda metade do século XVII, traçando o quotidiano da Lisboa moderna como uma cidade da Expansão, através do comércio estabelecido, não só com a Europa do Norte, mas igualmente com o Extremo Oriente.

123. CONVENTO DE SANTANA (LISBOA). ESTUDO PRELIMINAR DO ESPÓLIO DA FOSSA 7
Rosa Varela Gomes / IAP / FCSH-UNL
Mário Varela Gomes / IAP / FCSH-UNL
Mariana Almeida / IAP / FCSH-UNL
Carlos Boavida / IAP / FCSH-UNL
Dário Neves / IAP / FCSH-UNL
Kierstin Hamilton / IAP / FCSH-UNL
Carolina Santos / IAP / FCSH-UNL

O Convento de Santana de Lisboa, cuja construção se iniciou no século XVI, localizava‑se onde actualmente se erguem instalações da Faculdade de Ciências Médicas, da Universidade Nova de Lisboa. As intervenções recentes no local permitiram identificar várias estruturas pristinas, nomeadamente fossas utilizadas como lixeiras, muito ricas em espólio, dando‑se agora a conhecer, preliminarmente, o conteúdo de uma delas. Dali provém cerâmica de mesa, de cozinha ou de armazenamento, tal como objectos ligados ao culto e materiais de edificação. Este acervo, com cronologia de finais do século XVI e inícios da centúria seguinte, indica a presença de instituição poderosa, onde habitaria elite com elevado estatuto social, capaz de deter e consumir bens de prestígio, alguns de origem exógena e dispendiosos, possuindo gosto requintado.

124. INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NO BECO DO LOUREIRO
Raquel Santos / Neoépica, Lda.
Paulo Rebelo / Neoépica, Lda.
Nuno Neto / Neoépica, Lda.

O presente artigo pretende apresentar de forma sucinta os dados resultantes da escavação arqueológica no Beco do Loureiro, Lisboa. A execução de duas sondagens, numa área total de mais de 100m2, permitiu a identificação de um conjunto estrutural de época Moderna/Contemporânea, constituído por uma rua calcetada, ladeada por dois edifícios, um deles relacionado com uma pequena indústria ou forja.

125. A FONTE SETECENTISTA DA QUINTA DE SANTO ANTÓNIO DA BOIÇA – OLIVAIS VELHO (LISBOA)
António Valongo
Marco Calado

A fonte apresentada encontra‑se localizada no canto noroeste de uma área ajardinada. Encontra‑se decorada pela técnica de embrechado nos quais se utilizaram fragmentos de vidro, conchas, fragmentos de porcelanas e contas de pasta vítrea. Os pequenos fragmentos de porcelana permitiram‑nos aferir a construção ao Séc. XVIII.

126. A CASA DOS BICOS: ESTUDO ARQUEOLÓGICO DE UM ESPAÇO QUOTIDIANO PALACIANO NA LISBOA RIBEIRINHA (SÉCULOS XVI-XVIII). ANÁLISE PRELIMINAR
Inês Pinto Coelho / FCT / Investigadora do CHAM – FCSH / UNL | UAÇ

Os trabalhos arqueológicos realizados na Casa dos Bicos revelaram contextos da Idade Moderna, fundamentais para o estudo do quotidiano da época e da região. É através da análise dos dados provenientes dessas intervenções que se procura integrar o edifício no urbanismo da cidade de Lisboa, compreender a sua arquitectura enquanto espaço social e perceber de que forma a cultura material influenciou o modo de viver dos seus habitantes. O presente tema integra o projecto de doutoramento da autora, que se iniciou em Abril de 2012 e, portanto, este é ainda um trabalho em curso, iniciado recentemente, pelo que, para além das problemáticas que se pretendem investigar, serão apresentados somente os resultados preliminares, até ao momento obtidos.

127. SUBSÍDIOS ARQUEOLÓGICOS PARA A HISTÓRIA DA IGREJA DO CONVENTO DO CARMO (LISBOA)
António Augusto da Cunha Marques / Centro de Arqueologia de Lisboa / C.M. Lisboa
Margarida Almeida Bastos / Museu da Cidade / C.M. Lisboa

Na sequência das intervenções arqueológicas realizadas entre 2008 e 2011, no âmbito dos trabalhos preparatórios de implantação do projeto de Requalificação Urbana do local pela autarquia, foi possível recuperar alguns episódios construtivos marcantes para a história arquitetónica da Igreja do Convento do Carmo. Entre estes destacam-se a reedificação integral da fachada Sul nos finais do séc. XVI, em cujo programa se incluiu a abertura de uma nova porta lateral e a criação de uma nova capela (Capela do Santo Cristo Cativo), conferindo uma configuração distinta a este templo, situações que serão ignoradas pela reconstrução pombalina. No tardoz identificou-se um sistema de consolidação e contenção da encosta, coevo da fundação do monumento, que foi recuperado após 1755.

128. PANORAMA GERAL DO ESPÓLIO OSTEOLÓGICO EXUMADO NA NECRÓPOLE DO EXTINTO HOSPITAL REAL DE TODOS OS SANTOS (LISBOA, SÉCULO XV A XVIII)
Francisca Alves Cardoso / CRIA-FCSH, Universidade Nova de Lisboa
Sílvia Casimiro / IEM-FCSH/UNL / CRIA –FCSH/UNL
Sandra Assis / CIAS – FCT/Universidade de Coimbra

Durante a intervenção arqueológica de emergência na Praça da Figueira (Lisboa, 1999-2001), foi exumado material osteológico humano associado à necrópole do antigo Hospital Real de Todos os Santos, uma referência europeia no tratamento da sífilis e da lepra, assim como de outras enfermidades. A sua história inicia-se em 1492 e termina em 1773, com a gradual perda da sua funcionalidade, em consequência do terramoto de 1755. Durante o estudo preliminar foram identificados 15 esqueletos. De entre estes destaca-se um indivíduo adulto, cuja análise pormenorizada e respectivo diagnóstico diferencial revelaram um conjunto de lesões ósseas coincidente com um possível caso de sífilis venérea. O estudo desta necrópole corrobora os registos documentais, e confere uma nova
dimensão à história desta instituição.

129. A NECRÓPOLE MEDIEVAL/MODERNO DE ARRUDA DOS VINHOS
Nathalie Antunes-Ferreira
Guilherme Cardoso
Filipa Santos

Em 2012 foi realizada uma intervenção de cariz preventivo no adro da igreja de Nossa Senhora da Salvação, em Arruda dos Vinhos. Foram reveladas sepulturas em caixa delimitadas por ortóstatos, cobertas ou não por lajes, e em covacho, em níveis sobrepostos. A necrópole situa-se cronologicamente nos períodos Medieval e Moderno, entre os séculos XIV e XVI. Exumaram-se 80 indivíduos provenientes de inumações primárias – 41 adultos (16 do sexo feminino e 18 do masculino) e 39 não-adultos, bem como milhares de ossos desarticulados.A arqueologia e a antropologia funerária permitirão a abordagem sobre o mundo dos mortos, dando a conhecer as concepções mentais ante a morte desta comunidade. A reconstituição da vida deste grupo será revelada a partir da análise paleobiológica.

130. IGREJA MATRIZ DO COLMEAL (GÓIS): UM ESPAÇO SEPULCRAL DO SÉCULO XV AO SÉCULO XIX
Rui Pinheiro / Arqueologia e Património, Lda.
Zélia Rodrigues / Arqueologia e Património, Lda.

A intervenção arqueológica realizada na Igreja Matriz do Colmeal englobou toda a área da nave, capela‑mor, capela de S. José e um pequeno anexo, perfazendo um total de cerca de 165m². Os trabalhos permitiram constatar que este espaço serviu como local de enterramento durante cerca de 450 anos, tendo sido identificados 4 níveis de enterramentos bem definidos que nos remetem para o final da Idade Média e Idade Moderna/Contemporânea. Foram exumados uma quantidade significativa de indivíduos que atesta a intensa utilização deste espaço como um espaço sepulcral e cujo estudo contribui para a reconstrução das práticas funerárias e da paleobiologia das antigas populações da aldeia do Colmeal.

131. O CASTELO DE ALMEIDA: ORIGEM MEDIEVAL, REFORMAS MANUELINAS E REUTILIZAÇÃO MODERNA. BALANÇO DE UM PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO E VALORIZAÇÃO ARQUEOLÓGICA
André Teixeira / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa / Centro de História
de Além‑Mar da UNL e da Universidade dos Açores
Luís Serrão Gil / Centro de História de Além‑Mar da UNL e da Universidade dos Açores

O castelo de Almeida terá sido o espaço fundador da vila e o seu centro político‑militar
até finais da Idade Média, permanecendo como armazém de material de guerra da praça‑forte seiscentista até inícios do século XIX, quando uma enorme explosão o arruinou. Tendo uma origem medieval, a fortificação é também um dos melhores exemplares em Portugal da arquitectura militar de transição. Pouco foi, porém, o contributo da arqueologia para o seu estudo e valorização, facto que levou ao surgimento do projecto cujos resultados aqui se sintetizam (2007‑2012). Os trabalhos permitiram incrementar o conhecimento sobre a evolução da configuração interna do recinto no flanco Norte e Este, que havia sido intervencionado pela DGEMN, bem como das suas ocupações medievais e modernas.

132. NECRÓPOLE DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DA PENA (CASTELO DE LEIRIA) – PRIMEIROS RESULTADOS
Vânia Carvalho / Câmara Municipal de Leiria / CIAS – Centro de Investigação em Antropologia e Saúdet
Isabel Inácio / Arqueohoje, Lda.
Marina Lourenço / Arqueohoje, Lda.
Sandra Assis / CIAS – Centro de Investigação em Antropologia e Saúde

No âmbito do projeto de investigação arqueológica do Castelo de Leiria, desenvolvido pela Câmara Municipal de Leiria, e cofinanciado pela autarquia, maisCENTRO, QREN e União Europeia, realizaram‑se, em 2011, diversas intervenções, entre as quais sondagens arqueológicas de diagnóstico, na envolvente e no interior da Igreja de Nossa Senhora da Pena/ Santa Maria da Pena de que se apresentam os primeiros resultados. Em 2011, identificaram‑se onze indivíduos em inumação primária e um ossário, em diferentes tipos de sepulturas, estruturadas de acordo com os ritos canónicos. Em 2013, a identificação de um esqueleto no claustro da colegiada, revelou que esta área foi também usada como espaço sepulcral.

133. OBJECTOS DO QUOTIDIANO NA PINTURA DE JOSEPHA D’AYALLA. IMAGINÁRIO OU REALIDADE ARQUEOLÓGICA?
Joana Gonçalves /
Instituto de Arqueologia e Paleociências da Universidade Nova de Lisboa

Enquanto arqueólogos, o nosso propósito deverá sempre ser o de procurar construir uma realidade que ficou no tempo e à qual apenas temos rasgos de informação, seja através de espólios, vestígios de estruturas, documentação escrita e pictórica. Devemos, por isso, utilizar todas as informações que consigamos obter para o período que nos propomos estudar e, entre elas, parece‑nos que a documentação pictórica, a existir, só pode ser encarada como uma mais‑valia na construção do conhecimento.
Assim, pensámos utilizar a obra de reconhecida pintora seiscentista, Josepha d’Ayalla e Cabrera, como ponto de partida para o estudo de objectos do quotidiano do século XVII em Portugal. Procurou‑se classificar os objectos por ela representados, comparando‑os com as evidências arqueológicas seiscentistas, estabelecendo paralelos formais e interpretações utilitárias dos mesmos.

134. AS CERÂMICAS DE IMPORTAÇÃO DO CONVENTO DE JESUS DE SETÚBAL: MAJÓLICAS ITALIANAS E PORCELANAS CHINESAS
Mariana Brito Almeida / Instituto de Arqueologia e Paleociências da Universidade Nova de Lisboa

O Convento de Jesus de Setúbal foi alvo de escavações arqueológicas em duas campanhas distintas: 2005‑2006 (interior) e 2007‑2008 (exterior). Exumou‑se então uma pequena colecção de cerâmicas importadas e uma grande quantidade de peças de produção portuguesa: faianças, cerâmicas vidradas e cerâmica comum. Proporcionalmente, a cerâmica nacional apresenta quantidades muito superiores às das peças de proveniência exógena. No que respeita às peças importadas, reconheceram‑se exemplares de porcelana chinesa, bem como fragmentos de majólica provenientes de diversas oficinas. Este artigo tem por objectivo estudar essas cerâmicas exógenas, claramente minoritárias, utilizando como contraponto os dados relativos à faiança portuguesa e os relatos produzidos por membros da comunidade monástica sobre a história e os quotidianos do Convento de Jesus.

135. O MERCADO DA AGUARDENTE NO JARDIM DO MARQUÊS DO POMBAL
Luís Filipe C. Gomes / Arqueohoje, Lda.
Iva Botelho / Metro do Porto SA.

A construção da Estação do Marquês do Metro do Porto obrigou à realização de trabalhos arqueológicos naquele Jardim. Trabalhos determinados pelo Estudo de Impacto Ambiental, dada a conhecida referência da localização por ali do Mercado da Aguardente, infraestrutura municipal que teria conhecido vida efémera no séc. XIX. Para trás, também por ali o Largo da Aguardente, à época, para lá dos confins da urbe e, por isso, local para
localização da barreira fiscal e da bateria militar da Aguardente.
Assim, pretende‑se pela presente comunicação divulgar os resultados da intervenção realizada. Designadamente, os dados recolhidos que contribuem para o conhecimento da arquitetura do mercado e, bem assim, os relativos ao programa da política de expansão urbana da cidade e ordenamento do território.

136. CONTRIBUTOS PARA UMA ARQUEOLOGIA MODERNA E CONTEMPORÂNEA EM CONTEXTO TERRESTRES DO ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES
Ana Catarina Garcia / CHAM – Centro de História de Além‑Mar da UNL e UA
Brígida Baptista / FCSH‑UNL

Esta comunicação visa apresentar alguns dos resultados de intervenções arqueológicas decorridas em dois contextos urbanos das ilhas dos Açores, nomeadamente a ilha Terceira e a ilha de S. Maria, no âmbito de acções de minimização de impacte. As intervenções nos sítios Hospital Militar da Boa Nova em Angra do Heroísmo e na Casa do Capitão, em Vila do Porto constituem um importante contributo para a construção de referentes de base no arquipélago relativos à sua cultura material, à ocupação do espaço urbano e ao tipo de estratigrafia em contexto insular que até à data conta com poucos trabalhos como referentes científicos.